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11 de agosto - Onde está a chama da advocacia?

Foto do escritor: Fernanda Bizon
Fernanda Bizon
11 de ago. de 2023
2 min de leitura

Atualizado: 13 de out.

O Brasil tem mais de 01 milhão de advogados.

Em território nacional, há uma das maiores concentrações de faculdades de direito do mundo.

O que faz despertar tanto interesse nessa profissão?

Promessa de altos salários ? Sucesso ? Cobertura da mídia em julgamentos do STF e operações da polícia federal? Variedade de atuação? Ou é de fato a vontade de fazer justiça?

São inúmeros os modos pelos quais centenas de milhares de estudantes procuram o curso de direito e optam por seguir na advocacia.

Há um certo glamour na profissão e muitos esquecem que a construção da carreira na advocacia não é algo fácil.

É preciso estar bem formado e bem atualizado.

Além disso, a competição é acirrada, fazendo entrar em jogo competências outrora inimagináveis.

A tecnologia deu uma nova dimensão à profissão.

Novas áreas do direito despontam no horizonte.

Porém, qual o espaço que a essência da profissão ocupa nos corações dos jovens?

O advogado é o elo entre a pessoa e o Estado, restaurando a justiça.

Será que perdemos essa noção tão básica com os novos tempos?

Existe essa chama de corrigir injustiças em nossos peitos?

É certo que a paixão pela advocacia pode desvanecer com a idade, pois, nas palavras de Rui Barbosa: "de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto", mas é preciso recuperar essa brasa que o mesmo Rui Barbosa referiu em « Orações aos moços ».

É preciso sempre retornar àquele espírito de combate para enfrentar as mazelas da sociedade.

A idade nos dá a experiência, mas não pode esfriar nosso ânimo, porque somos a ignição da máquina judiciária.

Um feliz dia à boa advocacia!

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